terça-feira, 9 de junho de 2026

Acusada de matar crianças com ovo de Páscoa envenenado vai a júri popular em Imperatriz


A Justiça marcou para o dia 22 de junho, em Imperatriz, o júri popular de Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar um ovo de Páscoa que resultou na morte de duas crianças e deixou a mãe delas gravemente intoxicada. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 8ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz, e aponta que o crime foi premeditado e motivado por ciúmes e vingança.

De acordo com as investigações, Jordélia enviou à residência de Mírian Lira Rocha um ovo de Páscoa contaminado com chumbinho, substância tóxica utilizada ilegalmente como veneno para ratos. O presente foi entregue acompanhado de um bilhete com a mensagem: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”. Após consumirem o chocolate, os irmãos Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, morreram em decorrência da intoxicação. Já a mãe das crianças precisou ser internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi cuidadosamente planejado. As investigações apontam que Jordélia viajou cerca de 384 quilômetros de Santa Inês até Imperatriz para executar o crime. Ao chegar à cidade, ela teria se hospedado em um hotel utilizando um nome falso e documentos falsificados. Conforme a apuração, a acusada se apresentou como “Gabrielle Barcelli”, alegando estar em processo de transição de gênero para evitar apresentar documentos oficiais de identificação.

Imagens de câmeras de segurança registraram a suspeita utilizando óculos e uma peruca preta enquanto comprava o ovo de Páscoa em uma loja da cidade. Posteriormente, ela contratou um motoboy para realizar a entrega do produto na residência das vítimas. Após a ação, retornou para Santa Inês em um ônibus intermunicipal, mas acabou sendo interceptada e presa pelas autoridades. Com ela, a polícia encontrou perucas, restos de chocolate armazenados em bolsas térmicas e passagens de ônibus, materiais que foram incorporados ao inquérito policial.

A confirmação de que o ovo de Páscoa continha chumbinho veio após análises realizadas pelo Instituto de Criminalística. Os laudos apontaram a presença do veneno no chocolate entregue às vítimas, nos corpos das crianças e também em materiais apreendidos com a acusada. As provas reforçaram a tese apresentada pela investigação de que o envenenamento foi a causa das mortes.

Durante o andamento do processo, a Justiça reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, entre elas motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos. Jordélia responderá por dois homicídios consumados e uma tentativa de homicídio. Ela está presa desde abril de 2025 em uma unidade prisional feminina de São Luís.

Em depoimento, a acusada admitiu ter comprado e enviado o ovo de Páscoa para Mírian Lira Rocha, mas negou ter colocado qualquer substância tóxica no produto, atribuindo a responsabilidade a terceiros. A versão, no entanto, foi considerada sem fundamento pelas autoridades responsáveis pelo caso. A defesa também solicitou a realização de um exame de sanidade mental, pedido que foi negado pela Justiça sob o entendimento de que não há indícios de incapacidade da acusada para responder pelos próprios atos.

Responsável pela acusação, o promotor de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira afirmou que o julgamento representa uma resposta da sociedade diante da gravidade do caso. “Trata-se de um crime que chocou o Maranhão, o Brasil e o mundo. O Júri é a resposta da sociedade para que atrocidades como essa não fiquem impunes”, declarou.

O caso ganhou repercussão nacional devido à forma como o crime foi executado e ao impacto causado pelas mortes das duas crianças. O julgamento deverá reunir familiares das vítimas, representantes do Ministério Público, defesa da acusada e jurados que serão responsáveis por decidir o futuro de Jordélia Pereira Barbosa.


 

Polícia investiga desaparecimento de empresário em Imperatriz


 A Polícia Civil de Imperatriz investiga o desaparecimento do empresário Laércio Muller Rocha Ferreira, desaparecido desde a madrugada da última sexta-feira (05). Segundo familiares, o desaparecimento foi percebido após o empresário passar várias horas sem entrar em contato com a família.


O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios de Imperatriz. De acordo com depoimentos de familiares e testemunhas, antes de desaparecer, Laércio participou de uma festa em uma boate na Avenida Beira-Rio. Em seguida, ele teria ido com um grupo de amigos para uma casa no bairro Parque Anhanguera, onde permaneceram até o amanhecer.


Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o empresário estaciona o veículo que dirigia, uma Fiat Strada prata. Após o desaparecimento, o carro foi encontrado ainda no bairro Parque Anhanguera.


A defesa de duas testemunhas que estavam na residência negou qualquer envolvimento dos clientes no caso. Em nota encaminhada à imprensa, o advogado (@silvestrejunioradv) afirma que, no momento em que os dois homens deixaram a casa, Laércio permaneceu no local. A defesa também informou que ambos se apresentaram espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.


As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e localizar o empresário.


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Operação Astreia prende policiais acusados de ligação com tráfico de drogas no Maranhão


 Uma operação integrada das Polícias Civil e Militar do Maranhão, em conjunto com setores de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) desarticulou, nesta quarta-feira (3), uma organização criminosa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas na Região Metropolitana de São Luís.

Coordenada pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (SENARC), a Operação Astreia resultou na prisão de 10 investigados e no cumprimento de medidas judiciais contra integrantes do grupo criminoso. Outros dois alvos não foram localizados e seguem sendo procurados.

Durante a ação, foram cumpridos nove mandados de prisão temporária, uma prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão, medidas cautelares de suspensão do porte de arma de fogo e o bloqueio judicial de aproximadamente R$240 mil em contas bancárias de 14 investigados.

Entre os presos estão seis policiais militares, um policial civil aposentado e três outros integrantes da organização criminosa.

O governador Carlos Brandão destacou que o resultado da operação reforça o compromisso das instituições com a legalidade e o enfrentamento ao crime organizado.

“Seguimos firmes no combate ao crime organizado e no fortalecimento das instituições, sem qualquer tolerância a desvios de conduta de agentes públicos”, declarou.

Para a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, a operação demonstra a capacidade das instituições de atuarem de forma coordenada e permanente no combate à criminalidade.

“Esta operação é resultado do trabalho conjunto da Polícia Civil, da Polícia Militar e dos setores de inteligência da Segurança Pública. Quando surgem indícios da prática de crimes, a resposta do Estado é investigar, reunir provas e agir dentro da legalidade, independentemente de quem seja o investigado”, afirmou.

Esquema criminoso

Segundo as investigações, o grupo criminoso se apropriava de drogas apreendidas durante ações policiais e, em vez de encaminhar o material para os procedimentos legais, repassava os entorpecentes para traficantes responsáveis pela comercialização da droga na Região Metropolitana de São Luís.

O superintendente da SENARC, delegado Carlos Alessandro, explicou que a apuração identificou uma estrutura criminosa voltada ao desvio e à reinserção de drogas no mercado ilegal.

“As investigações apontaram que os entorpecentes apreendidos eram desviados e posteriormente revendidos por traficantes ligados ao grupo. A partir do trabalho integrado de inteligência e investigação foi possível identificar os envolvidos, reunir provas e representar pelas medidas judiciais cumpridas nesta operação”, explicou.

O coordenador da operação, delegado Rafael Almeida, informou que as investigações continuam.

“Todo o material apreendido será submetido à perícia e analisado. As condutas investigadas podem configurar crimes que vão desde  organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção passiva à prevaricação. As investigações prosseguem e novos desdobramentos não estão descartados”, contou.

Durante o cumprimento dos mandados, dois policiais militares foram autuados em flagrante. Um deles pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo e munições de uso restrito, ocasião em que também houve apreensão de veículos e uma motocicleta. O segundo foi autuado pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo e munições de uso permitido.

O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, informou que a Corregedoria da PMMA instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta individual dos policiais militares investigados.

“Todo o material apreendido será analisado para identificação das responsabilidades individuais, preservando a integridade da imensa maioria dos policiais militares que exercem suas funções com profissionalismo e honradez”, afirmou.

A operação

O nome Astreia faz referência à figura da mitologia grega associada à justiça e à imparcialidade. A denominação simboliza o compromisso das instituições de segurança pública com a aplicação da lei e o enfrentamento ao crime organizado.

A operação mobilizou 65 agentes de segurança e resultou na apreensão de armas de fogo, munições, simulacros, armas brancas, veículos, motocicleta e grande quantidade de entorpecentes.
Participaram da ação equipes da SENARC, do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública (CIISP/SSP), da Delegacia de Inteligência e Assuntos Estratégicos da PMMA (DIAE), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM).

quarta-feira, 3 de junho de 2026

PRF flagra transporte irregular de quase 6 toneladas de carne bovina na BR-230 em Balsas


 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificou o transporte irregular de aproximadamente 5,7 toneladas de carne bovina in natura na BR-230, no município de Balsas, no Maranhão. A ocorrência foi registrada durante uma fiscalização a um caminhão baú que transportava carne bovina vindo de um matadouro municipal da região. 


Durante a inspeção, os policiais constataram que a carga era transportada em um compartimento sem sistema de refrigeração ativo. Além disso, o interior do compartimento apresentava condições inadequadas de higiene e não tinha isolamento térmico apropriado para a conservação da carga.


Ainda segundo a PRF, a equipe também verificou que os documentos apresentados pelo motorista consistiam apenas em comprovantes de entrega e que não havia a documentação fiscal e sanitária necessária para o transporte regular da mercadoria. 


Adolescente que saiu de Brasília para encontrar pessoa que conheceu pela internet é resgatada em Imperatriz


 Uma adolescente de 15 anos foi resgatada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após ser encontrada viajando sozinha em um ônibus interestadual, em Imperatriz, na região tocantina do Maranhão. Segundo a corporação, a jovem havia saído de Brasília (DF) com destino ao estado para encontrar uma pessoa com quem mantinha contato apenas pela internet.

De acordo com a PRF, a situação foi identificada durante uma fiscalização na BR-010, quando o motorista do ônibus procurou uma equipe da corporação e informou que a adolescente estava viajando desacompanhada dos pais ou de responsáveis legais. Diante da informação, os policiais realizaram a abordagem e iniciaram os procedimentos de averiguação.

Durante a conversa com a jovem, os agentes constataram que ela pretendia encontrar uma pessoa conhecida apenas por meio das redes sociais. Ainda segundo a PRF, havia a intenção de alterar o local de desembarque ao longo da viagem, o que aumentou a preocupação das autoridades em relação à segurança da adolescente.

Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado e adotou as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A adolescente foi acolhida pelo órgão e recebeu acompanhamento especializado.

Após o resgate, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Imperatriz, onde o caso foi apresentado para os procedimentos legais cabíveis. As circunstâncias da viagem e os contatos mantidos pela adolescente serão apurados pelas autoridades.

Peritoró recebe Orleans Brandão para mais uma etapa do movimento Por Todo o Maranhão

 

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), participa neste sábado (06) de mais uma edição do movimento Por Todo o Maranhão, desta vez no município de Peritoró. O encontro será realizado a partir das 17h, na Cerâmica Mayyara, e deve reunir lideranças políticas, representantes da sociedade civil e moradores de diversos municípios da região.


A iniciativa tem percorrido diferentes regiões do estado com o objetivo de promover o diálogo com a população, ouvir demandas locais e discutir propostas voltadas ao desenvolvimento dos municípios maranhenses.


Ao longo dos últimos meses, o movimento tem registrado forte participação popular por onde passa, reunindo lideranças comunitárias, juventude, trabalhadores e representantes de diversos segmentos da sociedade. Em Peritoró, a expectativa é de mais um grande encontro regional.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Dois acusados de matar taxista em ITZ são condenados a 17 anos de prisão; crime foi encomendado por R$5 mil


 Dois homens acusados de matar a tiros o mototaxista José Enilso Queiroz Cunha, de 42 anos, foram condenados a 17 anos de prisão. O crime ocorreu no dia 11 de julho de 2017, na Rua Coriolano Milhomem, no bairro Bacuri, em Imperatriz. José Enilso era conhecido como "Baixinho" e foi morto na porta de casa.


Os réus Paulo Gilson Matias e Manoel Aroldo Castro Oliveira foram condenados por homicídio qualificado. Conforme a sentença, os jurados acolheram a tese acusatória de que o crime foi cometido mediante promessa de recompensa, no valor de R$5 mil e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que se encontrava desarmada e foi surpreendida pelo ataque.


No julgamento, o Ministério Público foi representado pelo promotor de justiça Hagamenon de Jesus Azevedo, da 7ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz. Também foi condenado Francisco Pereira da Costa Filho pelo crime de fraude processual. A pena foi convertida em prestação pecuniária equivalente a três salários mínimos.


Segundo as investigações, Paulo Gilson foi apontado como executor do crime, enquanto Manoel Aroldo teria atuado na intermediação de sua contratação. Já Francisco Pereira da Costa Filho foi responsabilizado por eliminar uma mídia digital que continha registros relacionados à negociação da ação criminosa.

De acordo com a denúncia, os envolvidos teriam sido contratados pelo pai de Francisco Pereira da Costa Filho, mediante pagamento de R$5 mil, além do fornecimento da arma e da motocicleta utilizadas no crime. O contratante faleceu durante a tramitação do processo, o que resultou na extinção de sua punibilidade.

Orleans mostra preparo e apresenta as melhores propostas para o Maranhão em primeiro debate ao governo do Maranhão

  O pré-candidato Orleans Brandão (MDB) se destacou como protagonista no primeiro debate ao governo do Maranhão realizado na TV Band, na noi...